" Mister do Café

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Um problema de "cegueira temporária"


O CD decidiu hoje aplicar um castigo de 3 jogos a Samaris pelas agressão a Paulinho no final do jogo da Taça da Liga com o Braga. Importa salientar que o castigo é aplicado apenas pelo episódio que ocorreu depois do apito final da partida e não pelo lance em que apertou o pescoço a João Carlos Teixeira. Vamos recordar os dois lances:

Ó malhão, malhão



Segundo a imprensa, "O árbitro Bruno Esteves ajuizou o referido lance, ocorrido já depois do apito final, com um cartão amarelo a cada jogador mas quando questionado pela Comissão de Instrutores argumentou que não se apercebeu do gesto de Samaris de ter posto a mão no pescoço do adversário".

O critério está definido


Este caso em complemento do "caso Eliseu" define claramente o critério do Conselho de Disciplina da FPF: Os jogadores só podem ser castigados por situações em que os árbitros ou VAR não tenham visto.

Ora, isto levanta uma outra questão que é a da "cegueira temporária". No fundo, foi isto que aconteceu com o Sr. Bruno Esteves e o seu auxiliar no lance em que Samaris apertou o pescoço a João Carlos Teixeira. Eu pergunto: Se não viram o Samaris a apertar o pescoço porque é que marcaram falta?

Será que o árbitro Bruno Esteves disse ao CD que viu o Samaris a apertar o pescoço ao jogador do Braga mas que achou aquilo absolutamente normal, tendo marcado apenas uma falta? Ou será que o CD só pelo facto de o árbitro ter assinalado a falta considerou que o árbitro tinha visto a agressão? Esta questão é muito importante e tem de ser esclarecida.

Em minha opinião, o apertão ao pescoço do João Carlos Teixeira é mais grave do que aquele que foi feito no final da partida. Por que será que Samaris não foi também castigado por este lance? Fica a dúvida.

Um problema de cegueira temporária


Recuemos ao "caso Eliseu" em que a "cegueira temporária" afectou uma equipa inteira de arbitragem liderada por Rui Costa e até o VAR (Vasco Santos). 


Perante a clareza das imagens Vasco Santos foi chamado a dar a sua versão dos factos e disse:


Eu pergunto: Como é possível que o conselho de arbitragem continue a nomear um artista com um problema tão grave de "cegueira temporária"?

Justiça da treta


A justiça deveria proteger com toda a sua força os jogadores que foram agredidos, independentemente de o agente A,B ou C dizer que viu ou deixou de ver. Isso é completamente irrelevante para o caso. Havendo imagens claras, para que é que o conselho de disciplina precisa de saber a opinião de um qualquer padreco com problemas de "cegueira temporária"? 

Como diz o ditado: Em terra de cegos, quem teu um olho é... rei. Ou será padre!?


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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

De olhos bem abertos


Depois de 6 vitórias consecutivas na Liga, da qualificação para a fase de grupos da Champions onde entramos com uma vitória histórica na Grécia e de um empate que em nada compromete a passagem à fase seguinte da Taça da Liga, os leões tiveram o primeiro desaire da época em Moreira dos Cónegos.

Face à lesão de Acunã e Podence, Jorge Jesus optou por Bruno César e Alan Ruiz. Considero que estas opções tinham toda a lógica à partida. Bruno César é o sucessor natural de Acunã. Iuri Medeiros também poderia fazer a posição, mas face ao que tem apresentado nos últimos jogos a opção por Bruno César pareceu-me apropriada.

Quanto à entrada de Ruiz na equipa, também consigo perceber a opção. Battaglia será por certo um jogador absolutamente decisivo no equilíbrio da equipa nos jogos com o Barcelona e com o Porto e Jorge Jesus entendeu por bem poupar o jogador para esses 180 minutos num curto espaço de tempo. Bruno César e Alan Ruiz acabaram por não fazer boas exibições, mas o mesmo aconteceu com Bruno Fernandes e Gelson Martins que têm sido decisivos na equipa. Apesar de tudo isto, o Sporting teve uma prestação mais do que suficiente para sair com os 3 pontos. 

Alan Ruiz fez uma má exibição mas... marcou um golo limpo



Lance absolutamente legal. Bas Dost joga apenas a bola assistindo Alan para o golo leonino. Reparem que no momento em que o jogador do Sporting cabeceia nem sequer está na pequena área. O guardião tentou chegar à bola mas acabou apenas por atingir Bas Dost. Fica o frame:


Depois há aqui dois pormenores muito interessantes, para reverem o lance:
- Nenhum jogador do Moreirense pede falta. Nem o próprio guarda-redes se queixa.

- A má fé do senhor Luís Godinho ficou bem patente neste lance. Reparem bem no momento em que apita falta. Precisamente quando a bola já se dirigia para o fundo das redes depois de cabeceada por Alan Ruiz. Ora, este apito invalida a acção do vídeo-árbitro. Depois de marcada a falta o VAR já nada pode fazer. Eu pergunto: Por que será que o Sr. Luís Godinho foi tão célere a apitar? Por que será que não esperou mais um segundo deixando correr a bola até ao fundo das redes dando a possibilidade do VAR visualizar o lance?

O Sporting fez uma má primeira parte... mas devia ter ido para o intervalo a jogar contra 10 e empatado a uma bola


(Vídeo Blog Tu Vais Vencer)

Ainda antes do golo limpo de Alan Ruiz, Bruno Fernandes foi agredido. Curiosamente, ninguém viu. Nem árbitro, nem fiscal de linha, nem 4º árbitro e muito menos o VAR. Provavalemente o VAR tinha ido fazer um chichi. Ou isso ou então estava sintonizado numa novela da TVI.

Gelson não fez uma grande partida mas... PUMBA!!!


(Vídeo Blog Tu Vais Vencer)


Nem amarelo levou! É inacreditável a permissividade dos árbitros perante entradas duríssimas dos adversários a jogadores do Sporting. Algo que já tinha acontecido nos últimos dois jogos nas arbitragens de Manuel Mota e Manuel Oliveira. 

Isto depois do pedido expresso que José Manuel Meirim para que os árbitros tenham tolerância zero. Já repararam que os únicos jogadores a sofrerem da "tolerância zero" foram Francisco Geraldes e Matheus Pereira? Coincidências...


O VAR existe mas... não viu



Curiosamente só os painel do jornal Record (Marco Ferreira e Jorge Faustino) e Duarte Gomes do Jornal Abola é que analisaram o lance. Estes 3 ex-árbitros concordam que ficou por assinalar uma grande penalidade a favor do Sporting.

Jornal Abola - Análise de Duarte Gomes

Jornal Record - Análise de Jorge Faustino e Marco Ferreira

Para fechar


É inegável que o Sporting não fez uma grande exibição, especialmente na primeira parte onde fomos completamente medíocres. No segundo tempo rectificamos e entramos com tudo na busca pela vitória. Só por mera infelicidade (Gelson e William de baliza aberta) e por "mão amiga" é que não conseguimos o resultado. 

O Moreirense tem razão de queixa no lance do fora-de-jogo na primeira parte. Apesar de um dos jogadores estar offside, não interfere em nada com a jogada e é um erro grave do auxiliar de Luís Godinho. Por outro lado o Sporting viu um golo mal anulado, um pontapé de penálti por assinalar a seu favor e uma expulsão perdoada a um atleta do Moreirense. O saldo final é claro.

O blog "Artista do dia" apresenta hoje um post sobre o critério disciplinar que tem sido usado e que demonstra claramente que dos três grandes o Sporting tem sido o mais prejudicado. Podem consultar o post (aqui).

Esta arbitragem de Luís Godinho vem na sequência de espectáculos de Manuel Oliveira contra o Tondela (aqui) e de Manuel Mota contra o Marítimo (aqui)

Perante isto não podemos estar calados e temos de estar de olhos bem abertos. A arbitragem não deve servir de desculpa para eventuais desaires do Sporting, mas não o podemos ignorar e muito menos deixar de denunciar. Os nossos jogadores têm de abrir os olhos e perceberem de uma vez por todos que ninguém nos vai dar nada. Temos de ser muito superiores aos adversários para conseguirmos os nossos objectivos e é isso que devemos perseguir. Como dizem as nossas jovens leoas: "Não há desculpas". 

Na quarta-feira vamos encher Alvalade e fazer de tudo para conseguir os três pontos. Pra cima deles!

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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Ó Malhão, Malhão


A dança do "Malhão, malhão" continua muito forte lá para os lados da Luz. Andreas Samarias é grego mas nunca sentiu dificuldades em adaptar-se à cultura portuguesa. Em poucos meses aprendeu a língua de Camões e alguns dos nossos costumes.

O vira minhoto


Em Abril foi ao minho dançar o vira com um atleta do Moreirense.


Ó Malhão, malhão


O grego mostrou ao auditório da Luz que também já conhece o nosso tão famoso "malhão, malhão" e até já "canta ao desafio".Vejamos:


Toda esta dança era coisa para dar um cartão vermelho e um castigo, mas na missa de Bruno Esteves não há pecado. Só há paz e amor. 

Como diria João Gabriel: "É tudo folclore"...

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